Durabilidade da Madeira de Lei

O termo madeira de lei surgiu com a chegada da família de Dom João VI, quando foram estabelecidas espécies para uso exclusivo da coroa, por serem madeiras de maior concentração de cerne e possuírem também maior concentração de substâncias corantes (substâncias essas que minimizam a presença de xilófagos, post anterior).

As madeiras de lei vêm de árvores angiospermas (possuem frutos) da classe das dicotiledôneas (que possuem dois cotilédones), são as denominadas hardwoods. As madeiras variam muito entre as espécies. Como exemplo escrito no blog sobre as madeiras brasileiras, é importante compreender qual delas possam apresentar um desempenho satisfatório para determinado uso. Saiba que as madeiras usadas nos produtos da 2D madeiras do Brasil® e FlexDeck® estão na posição avantajada no teste de dureza Janka que tem a finalidade de classificar a dureza de cada espécie de madeira. 

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  A durabilidade da madeira é analisada por meio de 4 aspectos: 1 – resistência ao ataque de insetos xilófagos; 2 – resistência ao ataque de fungos; 3 – resistência ao sol; 4 – facilidade de tratamento. Desdobramos estes aspectos para demonstrar as vantagens da madeira de lei.

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1 – Resistência ao ataque de insetos xilófagos:

Os insetos xilófagos são os que alimentam justamente de madeira. Exemplos: cupins ou térmitas (isópteros) e brocas-de-madeiras (coleópteros).

2 – Resistência ao ataque de fungos:

São organismos que dependem de compostos orgânicos como principal fonte de alimento, muitos desses compostos estão presentes na madeira. Classificados como: “fungos apodrecedores” e “fungos manchadores e emboloradores”.
Observação técnica da resistência da madeira aos insetos e fungos xilófagos:
A resistência natural das madeiras é atribuída à presença de substâncias que podem ser tóxicas a fungos e insetos xilófagos: como taninos e substâncias fenólicas complexas. ]

3 – Resistência ao sol

Neste caso existe a durabilidade natural, mas é importante atentar para a manutenção periódica. A mudança de cor resulta da ação de agentes externos nos componentes da própria madeira, incluindo a radiação ultravioleta (UV), que provoca a deterioração dos elementos desta matéria-prima. Um fato curioso da própria durabilidade da madeira é que a diminuição do volume é algo que não precisa se preocupar. Pois, a madeira exposta a intempéries em 100 anos pode perder cerca de 6 a 7 milímetros de espessura. 

4 – Facilidade de tratamento

Imagine uma madeira que apresenta as propriedades naturais à resistência alinhada de um bom tratamento e revitalização, a vida útil do material só aumenta. A finalidade da preservação da madeira é garantir o aumento da sua resistência aos organismos deterioradores pela aplicação correta de substâncias químicas preservativas.

Fonte:

PEREIRA Andrea Franco. Madeiras brasileiras: guia de combinação e substituição. São Paulo: Blucher; Fapemig, 2013.

PAES, Juarez Benigno et al . EFEITO DO TEOR DE EXTRATIVOS NA RESISTÊNCIA NATURAL DE CINCO MADEIRAS AO ATAQUE DE CUPINS XILÓFAGOS. Ciênc. Florest.,  Santa Maria ,  v. 26, n. 4, p. 1259-1269,  Dec.  2016 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-50982016000401259&lng=en&nrm=iso>. access on  19  June  2020.  http://dx.doi.org/10.5902/1980509825137.

https://www.google.com/search?q=madeira+de+lei&rlz=1C1GCEA_enBR820BR820&tbm=isch&sxsrf=ALeKk02SxhlvdvJlwutSsYafrroU_o4-OQ:1592606378851&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiUvumL-Y7qAhVFILkGHSZiA8cQ_AUIrQQoAQ&biw=1242&bih=597#imgrc=n9DRjoAzLVfiOM&imgdii=YP5CIGQi1neRiM

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